Jornal Nacional na CopaJornal Nacional na Copa
03.07.06

Vitória feminina


A alegria de Fabiana Gabriel ao receber o prêmio do bolão das quartas-de-final das mãos de Chico Walcacer.
Postado por: JN na Copa
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03.07.06

Força dos torcedores





Tenho fotos de torcedores de vários países...Ucranianos, sul-coreanos, tchecos, americanos, suecos, poloneses, mexicanos, equatorianos, holandeses... Mas escolhi duas fotos que, por acaso, representam duas seleções envolvidas nas semi-finais... Os alemães, pela força demonstrada nas arquibancadas, e os italianos, pela criatividade e alegria. Na foto, os tiffosi mesclam duas forças italianas: futebol e spaghetti...

Ari Peixoto - repórter Postado por: JN na Copa
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03.07.06

É, os ingleses...



Já tinha descoberto que os jornalistas ingleses são os mais mal educados que encontrei na Copa... Durante a coletiva do técnico da seleção deles, então, é demais... Sentam na primeira fila e disparam pergunta após pergunta, como se só eles estivessem ali... Não importa que os demais jornalistas levantem polidamente a mão, esperando a sua vez e o assessor de imprensa tente dar a palavra a eles, os ingleses atropelam tudo e ficam fazendo perguntas direto... Uma coisa... Também já tinha percebido que os torcedores são meio malas, enchem o pote e ficam fazendo besteira pela rua (independentemente de brigar)...Agora, ver um jogo ao lado de um torcedor inglês, como este cidadão de óculos em primeiro plano, pode ser uma experiência ímpar... O sujeito gemia e gritava como se estivesse tendo orgasmos... Rooney pegou a bola na entrada da área? Uhhhh! Driblou um defensor português? Ahhhhh! Chutou pra fora??? Ohhhh!!! E fica quieto, até o próximo ataque...Hargreaves desce pela esquerda, dribla o lateral...Uhhhh! Entra na área...Go on, go on, go onnnnnnn!!!!!!! Cruza e Gerard ajeita a bola...Ahhhhhh, now, now, now!!!!!! Gerard chuta e o goleiro português espalma pra escanteio...OOOOhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E assim vai... O jogo inteiro... Quando deu uns 25 do segundo tempo, olhei pra ele e pensei em pedir que ele ficasse quieto, mas aí olhei em volta e praticamente todo o estádio era da mesma nacionalidade... Melhor não, né??? Melhor eu sair, e foi o que fiz... Os últimos 20 minutos de jogo, antes da prorrogação, eu vi de outro lugar, onde ninguém pudesse, de repente, me perguntar: "Foi bom pra você???" Eu, hein???"

Ari Peixoto - repórter Postado por: JN na Copa
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02.07.06

Vestindo a camisa

Fui caminhar no calçadão. Uma senhora vestida de verde e amarelo me fez seguir até o fim do Leblon contando quantos de nós ainda estampavam símbolos patrióticos neste dia-seguinte. Apenas catorze (excluindo, claro, um cachorrinho de madame uniformizado e uma moça de blusa preta onde se lia "Brazil"; além do luto, ela assassinou a nossa língua!). Já retornando a Ipanema, outras tantas, mas aí eu já estava com preguiça de contar. Tinha mais o que fazer: o mar estava lindo e o pensamento fugiu pra longe dali... Bom, na hora da água de coco no Posto 9, uma outra senhorinha parou ao meu lado. Estava de camiseta amarela com seis estrelas estampadas e um Brasil escrito na vertical. Não resisti e perguntei: por que continuar usando essa camisa hoje? Ela me devolveu: porque queria chamar a atenção e porque tinha comprado um monte daquelas - e tinha que gastar! Adorei as duas respostas! D. Sílvia me ajudou a entender tudo! Ou quase tudo. Pouco depois passou um rapaz com a camisa da França! Pegou pesado! Espírito de porco total, dele não quero ouvir explicações...

Angela Garambone - editora do JN
Postado por: JN na Copa
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01.07.06

Epitáfio

Lembram o refrão da música que o Parreira escolheu como tema da seleção brasileira nessa Copa?

"O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído"


Deu no que deu.

Mônica Maria Barbosa - chefe de produção do JN
Postado por: JN na Copa
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01.07.06

Uma pena...


Sábado, primeiro de julho de 2006.

Nosso dia aqui no JN começou cedo. Ávila e Mônica traçaram o espelho com a ajuda das praças e da nossa turma na Alemanha. À tarde os editores foram chegando. Vimos a vitória de Portugal sobre a Inglaterra e partimos para entender o jornal deste dia decisivo. Além da nossa torcida, do nosso nervosismo, tínhamos que pensar em todos os resultados possíveis e tínhamos que prever vitória e derrota, no tempo regulamentar, na prorrogação ou por disputa de pênaltis. Indo pra pênaltis, teríamos pouquíssimo tempo pra fazer o jornal que desejávamos, porque a partida terminaria por volta das 7 da noite, hora nossa. E o JN estará no ar às oito e meia. Reunião feita, tarefas divididas, aumentava a nossa expectativa. Nós nos espalhamos, agilizando o que dava. A seleção no aquecimento, Galvão chamando a torcida em Sampa, chamando o Olodum no Pelourinho, vimos as torcidas no estádio. Gente de Uberlândia, de Curitiba e os franceses. Torcemos juntos - com um olho no plasma, outro em tudo o mais (computador, agências, telefones...). Primeiro tempo - inacreditável. Segundo tempo - inacreditável. Valerá o nosso não desejado plano B. A tristeza só não é maior, porque o placar não foi injusto. Uma pena. Não aposentamos o Zidane e vamos ter que aposentar a nossa vinheta "Olha lá" que era o retrato da torcida brasileira a cada vitória nossa. Adoraríamos fazer um jornal alegre e ainda cheio de esperanças no hexa. Não deu. Vamos adiante.

Angela Garambone - editora do JN Postado por: JN na Copa
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01.07.06

Acabou

Perder é do jogo... Mas como me reconhecer nesta seleção??? Aliás, como 180 milhões de brasileiros podem se reconhecer nela??? O que foi aquilo??? Que um ou outro jogador esteja num dia pouco inspirado, tudo bem...Mas todos, de uma vez só??? Conspiração??? Destino??? Maldição??? Alguém me explica, por favor???"

Ari Peixoto - repórter Postado por: JN na Copa
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01.07.06

Catedral de Colônia



A Catedral de Colônia é um espetáculo... Não só do ponto de vista da arquitetura -gótica- mas dentro, os vitrais, as tapeçarias, as relíquias dos Reis Magos, as tumbas... Por isso,é natural que ela atraia milhões de visitantes todos os anos, turistas que passeiam pela nave, tiram fotos, escutam com atenção as histórias dos guias... E no meio de tanta gente, passeiam silenciosamente os, digamos, representantes eclesiásticos, vestidos de vermelho, e com uma caixinha de madeira pendurada no pescoço, com uma abertura na parte de cima, para receber contribuições... Não dizem uma palavra, não pedem nada, apenas andam... Por dia, percorrem alguns quilômetros em absoluto silêncio...Quando a caixinha pesa, é esvaziada, e eles voltam ao trabalho..."

Ari Peixoto - repórter Postado por: JN na Copa
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01.07.06

Arma secreta ou vítima da guerra contra o terror?



Nas ruas de Berlim, flagramos uma viatura da Polizei, a polícia alemã, rodando apressadamente com uma carga altamente suspeita... pela janela traseira, dá pra ver um estranho item do arsenal. Talvez a conhecida figura esteja à disposição das forças de segurança alemãs para enxugar ameças terroristas durante a Copa.

Outra hipótese, menos feliz para o personagem, é de que Bob seja um suspeito capturado pelas autoridades alemãs na sua eterna guerra contra a violência... sinceramente, ele nunca me pareceu muito limpo, mesmo.

Ernesto Paglia - repórter Postado por: JN na Copa
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01.07.06

Bom jogo!

Não sonhei com o jogo, não arrisco um palpite... Mas naquela ante-sala em que a gente vai pro sono e volta dele, imaginei um jogo histórico.... Com jogadas antológicas e gols feitos da arte e magia que só o futebol pode proporcionar... Tomara que a realidade confirme essa previsão e que os gols sejam em maior número para nós...

Ari Peixoto - repórter Postado por: JN na Copa
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