Jornal Nacional na CopaJornal Nacional na Copa
19.06.06

2006 ou 1994 ?

O time do Parreira me lembra o time... do Parreira ! Será que vamos ter de aguentar até o fim da Copa esta seleção jogando de forma tão burocrática? Lembram-se de 94, quando passamos aperto diante dos Estados Unidos, da Suécia e de outros menos favorecidos? A gente torce muito, claro, mas é difícil aguentar a seleção atuando desse jeito, com Cafu e Roberto Carlos mal passando do meio-campo, os armadores se virando para marcar e criar, e os atacantes paradões lá na frente. Defender o Parreira sabe bem como fazer, só espero que não tenhamos que nos contentar - mais uma vez - com um time campeão, como o de 94, mas é que é menos lembrado que o de 1982... Acho que o torcedor brasileiro em geral, como já tem cinco mundiais, quer ver seu time jogando futebol e não apenas entrando para ganhar de um, dois a zero, e levando sufoco de timinhos ! Queremos Futebol !

Marcelo Queiroz, da redação de Minas.
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19.06.06

Torcida da Globo em Londres



César Cardoso, editor de imagens da TV Globo em Londres (no centro) comanda a torcida no jogo Brasil x Austrália. Ao lado dele, o cinegrafista Fernando Moreno, basco (à direita na foto), e Manolo, um tatuador espanhol. O velho Oxford Arms, ao lado do escritório da Globo, é o pub mais brasileiro em Londres, e sempre lota nos jogos da seleção.

Eric Hart - editor do JN
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19.06.06

Comentaristas na Alemanha




Aqui na Alemanha, vários ex-jogadores, alemães ou não, estão comentando os jogos... O nosso Jorginho (num alemão castiço), o Vöeller, o Littbarski, e por aí vai... Já a televisão paraguaia trouxe o Chilavert... O que ele dá de bronca no câmera e nos produtores que estão no caminhão, antes de entrar no ar, é uma grandeza, uma festa... Sem contar que erraram no tamanho do terno dele, repara só: ele não fecha o paletó porque não dá pra fechar... Essa eu vi de perto!!!!!!!!

Ari Peixoto - repórter

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19.06.06

Torcida infame

Dois comentários que ouvi durante os jogos do fim de semana:
Sobre a atuação das seleção da Fança:
- Pareciam onze Ronaldos.
No momento da substituição do Adriando Pelo Fred:
- Esse Parreira é um louco!
Menos de dois minutos depois:
- Esse Parreira é um gênio!

Vinicius Menezes - editor do JN Postado por: JN na Copa
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19.06.06

Os novos favoritos



Tudo bem, os argentinos realmente jogaram bem (muito, não!!), mas os sérvios, façam-me o favor... que time é aquele, sem sangue nas veias, sem vontade de jogar e-pior- sem vontade de ganhar? Um time rachado, brigado, sem se falar, pressionado pela imprensa e pela opinião pública, o técnico acusado de nepotismo, jogadores machucados, o escambau... Seis a zero foi até pouco, porque depois do quarto gol, os argentinos ficaram firulando ali pelo meio, Riquelme tirando o pezinho das jogadas, Sorin recuando a bola pro Pato, Tevez e Messi enlouquecidos pra mostrar serviço, do banco viram que era moleza, o Crespo esperando a bola no pé...Enfim, foi uma vitória maiúscula, ninguém duvida... Mas, gente, eu vi: se a Sérvia tivesse jogado como jogaram Gana ou Coréia do Sul, ou Tunísia, não ia ser tão mole assim não...

Ari Peixoto - Repórter
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18.06.06

Pra mim basta um dia

"Desculpem por atrapalhar o silêncio dos senhores, mas eu venho aqui pedir uma colaboração. Eu não estou matando, eu não estou roubando. Eu só estou pedindo uma chance de jogar pela seleção. É triste, senhores, só ver o jogo do banco, fora das quatro linhas. A gente vibra, é verdade. Mas o bom é tá lá dentro...". No ônibus chamado Seleção Brasileira deve ser assim que pensam aqueles que compõem a equipe, mas que não brilham tanto quanto os nossos mais famosos do mundo. Fred estava ali neste grupo, doido pra jogar. E Parreira optou por um atacante na terceira substituição. Oba, nada de retranca no um a zero magrinho! E o Fred decidiu! Saiu que nem louco na comemoração do gol, quase rasgava a bochecha de tanto sorrir ao fim da partida. O que ele teve? Oportunidade. E soube aproveitá-la muito bem. Robinho, numa entrevista após o jogo, mandou uma sugestão ao professor: bota o banco pra enfrentar o Japão! Claro que não precisa ser do comecinho pra não mudar completamente o esquema tático, mas pela alegria e garra que mostraram Robinho e Fred, vale a pena dar outras chances. De resto, Ronaldo melhorou um pouquinho, Adriano desencantou, a defesa vacilou algumas vezes. Mas tá bom, tá ótimo! De gol em gol o Brasil enche o papo! E todos continuam se amando, graças a Deus!
Mas eu não queria terminar meu papo de hoje sem falar do Bussunda. Foi a turma dele que aplicou o trote na minha, no segundo semestre de 1982 na UFRJ. É a primeira lembrança que tenho do Bussunda: um gordo cabeludo muito engraçado, que portava uma enorme tesoura de jardim e fingia que cortaria o cabelo de todos nós. Só fingia. Não houve nada de violento naquele trote. Bussunda era doce, um humorista maravilhoso. O que teria ele enxergado no jogo de hoje? Não saberemos - que pena. Essa vitória o destino não merecia.

Angela Garambone - editora do JN Postado por: JN na Copa
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18.06.06

Rodando pela Alemanha




Bem, depois de uma temporada de dez dias em Dortmund, cobrindo os jogos também em Gelsenkirchen -inclusive aquela goleada argentina- batemos a marca de 5 mil km rodados, chegando a Hamburgo, norte da Alemanha, à margem do rio Elba, um dos maiores portos do mundo... Aquela igreja ali atrás do corredor de compras da cidade é a igreja de São Pedro, que foi erguida ali por 1130... Destruída no grande incêndio de 1842, ela foi reconstruída como a original... E conseguiu resistir a bombardeios da segunda guerra mundial...Na outra foto, a equipe... William Torgano, cinegrafista, eu e o Cláudio Marques, produtor/editor, à frente do possante que nos ajuda a rasgar o país atrás da notícia...

Ari Peixoto - repórter
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18.06.06

Melancolia

Time do Zico em geral toca bem, sabe driblar, bate falta direitinho, mas adora perder um pênalti. Quem se deu ao trabalho de ler os lábios do treinador, conseguiu enxergar inclusive um mudo "pu... que o ....iu" - depois de um gol perdido. Até o juiz atrapalhou o ataque japonês. A verdade é que em nenhuma circunstância de que eu me lembre agora é possível abrir mão da sorte.

Vinicius Menezes - editor do JN Postado por: JN na Copa
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17.06.06
Fátima Bernardes e Maitê Proença no campo de treino da seleção brasileira em Königstein.


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17.06.06

Óbvio ululante

Felipão, grande Felipão, diz: " (Cristiano) Ronaldo precisa de carinho".E pede compreensão para o nosso Ronaldo. Ele se esquece do Ronaldinho Gaúcho, do Juan, dos jogadores que estão no banco, do resto da Humanidade. Todos precisamos de carinho e compreensão. Não me parece que sejam esses os problemas do Fenômeno. Dona Sônia está sempre por perto, Raica também. Do jeito que ele está sensível é capaz de se irritar também com o Felipão. Mas, voltando ao carinho, os jogadores - nossos e de outras seleções - adoram demonstrá-lo. Quando sai gol, se abraçam, se beijam. Os italianos se jogaram um sobre os outros numa pirâmide... hum, bem, numa pirâmide! Cafu toma conta de Ronaldo como Dunga tomou de Romário. Ninguém fala mal de ninguém nas entrevistas. Parreira não mexerá no time que não jogou bem. Compreensão não falta. Carinho não falta. O amor é lindo, a amizade é linda... Vamos ver domingo se todos continuarão se querendo bem assim.

Angela Garambone - editora do JN


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