Jornal Nacional na CopaJornal Nacional na Copa
13.06.06

Brasil il il!


Depois de sair daqui da redação quase a uma da manhã, fiquei feliz em acordar a tempo de assistir só aos melhores momentos do primeiro tempo de Coréia do Sul 2 x 1 Togo. Quando vi que o primeiro lance de perigo aconteceu aos 30 minutos de jogo, comemorei a minha sensatez de descansar mais um pouco para poupar o coração e a mente para a partida do Brasil.

Hoje é isso que interessa, o mundial começa agora. Já armamos um esquema de guerra para adiantar tudo o que for possível, e às 16:00 parar para ver o jogo (com um olho no peixe e outro no gato). Foi curioso ver que o primeiro gol de falta da Copa foi marcado pelo sul coreano Chun Soo Lee. Poucos apostariam nele para este feito.

Aliás, espero ver um gol de falta do Ronaldinho Gaúcho nesta Copa. Ele tem marcado nos treinos, mas pelo Barça e pela Seleção já tem tempo que não faz. A hora é agora. Quero vê-lo campeão, melhor da Copa e melhor do mundo pela terceira vez seguida na eleição da Fifa. Mas que nada, como diria Jorge Ben.


Ricardo Jacomo
Editor de texto do Esporte Postado por: JN na Copa
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12.06.06
A equipe da Globo no escritório de Nova York se prepara para torcer pela seleção Postado por: JN na Copa
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12.06.06
O repórter Ari Peixoto posa para uma foto em Colônia, na Alemanha. Ao fundo, a Catedral Patrimônio Cultural da ONU.


Postado por: JN na Copa
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12.06.06

Supersticiosa eu?

Eu não sou supersticiosa, mas que existe...isso existe ! É assim que a maioria das pessoas se define. Eu, particularmente, sou bastante cética. Mas gosto da mística da superstição...do que a envolve e todos os balangandãs - fitinha, amuletos, trevos, pés disso e daquilo...

Então, só pra não ficar de fora...

Antes de apresentar o Jornal Hoje, ao vivo, do Estádio Olímpico de Berlim, local do primeiro jogo do Brasil, e onde será também a grande final da Copa, eu encontrei uma fileira de cadeiras que iam do número 1 ao 14 e depois decrescia de novo ao número 1. Ou seja, no meio da fileira havia uma cadeira 14 com duas de número 13 ao lado ! Eu sentei na de número 14 e fiquei com dois números 13, cada um de um lado ! Seja lá o que isso possa significar !
Contando que o dia de estréia do Brasil é o 13!
Que o Zagallo é louco pelo dia 13.
Que a Seleção passou 13 dias em Weggis antes de vir pra Alemanha...
Seja lá o que isso signifique...
É engraçado, divertido e podemos fazer disso uma história !

Um beijo grande para todos vcs !
Sandra Annenberg
Postado por: JN na Copa
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12.06.06

Superstição


Não sei não... Sou supersticiosa pacas quando o assunto é futebol. Esse negócio de a trilha sonora da seleção brasileira se chamar "Epitáfio" parece mau agouro. Do Aurélio: "inscrição tumular, elogio fúnebre". A música é bacana, o Parreira confia nela para animar a rapaziada, mas me dá uma certa agonia. Isola, toc, toc, toc...Se formos precisar de um epitáfio, que seja depois de morrer de felicidade ao fim de cada partida. Aliás, andei assuntando que mandingas fazem ou que superstições têm alguns dos apresentadores do JN nos dias de jogo do Brasil. Fátima e William juram que não têm nenhuma. Márcio Gomes, idem. Sandra Annenberg, adivinhem? Nenhuma! Heraldo Pereira? Graças a Deus! Este confessa: tem que assistir ao jogo sozinho. Está com um problemão pra amanhã, já que não tem folga e verá a nossa estréia na redação de Brasília. Já está de olho num monitor ali num cantinho... Eu tenho um apito verde e amarelo que assopro loucamente quando os adversários pegam a bola pertinho da pequena área - até que se afastem. Bom, verei o jogo de amanhã aqui na redação. Tentarei deixar o meu apito na bolsa, escondido. Tentarei. Mas se a Croácia ameaçar demais...

Angela Garambone, da redação do Rio

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12.06.06
William Bonner e parte da equipe do JN conversam por videoconferência com Fátima Bernardes, em Berlim.
Foto: Márcio Gomes

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12.06.06

Futebol x Economia


Futebol e economia muitas vezes caminham juntos. A Copa da Alemanha vai incrementar as vendas mundiais. Os bancos construíram modelos estatísticos para prever quem será campeão. Isso sem falar na quantia movimentada por apostas e bolões espalhados pelo planeta. Há também quem estabeleça a seguinte relação: quando um país vive bom momento na economia, maiores as chances de conquistar a taça. Parece estranho? Pense na economia brasileira em 1958 (em pleno otimismo da era JK) ou em 1994 (na euforia do Plano Real).
Pois bem: a República Theca, que hoje pintou como a primeira supresa da Copa, vive um momento de ouro na economia. Cresceu 7,5% no primeiro trimestre (um recorde para o país) e está se transformando em grande pólo financeiro do Leste. Praga deixou de ser apenas um belo roteiro turístico: está se transformando numa das capitais do dinheiro. Os dois gols de Rosicky podem ser o início de uma era.

Roberto Machado - Editor de economia do JN
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12.06.06

Maracanã da Alemanha

Diário de bordo, Colônia... dia 11...3600 km rodados até agora no país da brattwurst...estamos baseados em Dortmund, mas hoje fomos à Colônia. E lá encontramos a churrascaria rodízio Maracanã; apesar do nome, os donos são portugueses radicados na cidade...além do nome, só a carne é brasileira, mas assada sem o nosso sal grosso... A boa vontade e receptividade dos garçons -pelo menos um deles é brasileiro- compensa isso...

Ari Peixoto - repórter Postado por: JN na Copa
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11.06.06

Filhos, filhos

Brasileiro é mesmo um povo curioso, nos vários sentidos da palavra. Há tanto com o que se preocupar nessa Copa (defesa meia-bomba, a febre do Fenômeno, favoritismo exagerado...), mas não paro de responder às seguintes perguntas: como é que a Fátima Bernardes viaja e deixa os trigêmeos aqui? Por que não levou as crianças? Caraca! Faz favor! Bancário leva filho pra agência? Médico atende com os rebentos ao lado? E tem alguém preocupado com os filhos do Bial? São cinco! Do Tino Marcos? Dois. Da Glenda? Também dois! Se somarmos os filhos do reportariado da Globo na Alemanha, vinte e quatro! Todos abandonados, coitados! E os filhos dos jogadores, então? Ainda acabam todos na Febem, uma geração perdida, deixada pra trás por mães e pais malvados que saíram pra trabalhar e voltam já.

Angela Garambone - editora do JN

Postado por: JN na Copa
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10.06.06

O melhor até agora


Depois da chatice das partidas do grupo B (180 minutos de futebol e só um gol, contra), foi bom ver Argentina 2 x 1 Costa do Marfim. Ainda faltam 59 jogos para a Copa acabar, mas este foi o melhor dos cinco jogos que rolaram até agora. Diferentemente de grande parte dos brasileiros, eu torço para a Argentina (nos jogos em que ela não joga contra a nossa seleção, claro). Estava aqui na redação com a minha camisa do Maradona da Copa de 86 e quase fui linchado pelos coleguinhas. Mas tinham alguns outros companheiros torcendo pelos hermanos sul-americanos, dois com o uniforme do Boca Juniors. E o atacante Drogba estragou meu palpite do bolão, tinha marcado 2 x 0. Agora é hora de correr, tenho que editar a reportagem de Marcos Uchôa sobre a Croácia, chegou neste instante. Abraços e faltam 3 dias para a estréia do Brasil il il !

Ricardo Jacomo
Editor de texto do Esporte Postado por: JN na Copa
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